sexta-feira, 27 de maio de 2011

E se?

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E se tudo fosse um sonho ou talvez um grande pesadelo, se tudo fosse mentira, se no final das contas, não passasse do meu sub-consciente me enganando mais uma vez. Mergulho nos meus pensamentos sem limites e limitados pelo o que é e o que não é possível.
Pequenas atitudes me bastam.
Então me acorde desse universo onde é proibido qualquer gota de realidade.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Simples.

(thatisnotadream): Já senti meu mundo desabar sem nenhum motivo. Já senti vontade de chorar com os olhos secos. Já quis escrever sobre nenhum assunto. Já quis brigar sem ninguém ter feito nada. Já quis gritar em silêncio. Sorrir sem mexer um músculo sequer. Já quis sentir sabor sem tocar em nada. Já quis tocar sem me mexer.  Já quis ganhar sem ninguém perder. Já quis olhar sem ver. Já quis voar sem tirar os pés do chão. Já quis amar sem ter nenhuma paixão. Já quis ser invisível para poder me ver. Já quis morrer para enfim viver.

Já senti meu mundo desabar sem nenhum motivo. Já senti vontade de chorar com os olhos secos. Já quis escrever sobre nenhum assunto. Já quis brigar sem ninguém ter feito nada. Já quis gritar em silêncio. Sorrir sem mexer um músculo sequer. Já quis sentir sabor sem tocar em nada. Já quis tocar sem me mexer.  Já quis ganhar sem ninguém perder. Já quis olhar sem ver. Já quis voar sem tirar os pés do chão. Já quis amar sem ter nenhuma paixão. Já quis ser invisível para poder me ver. Já quis morrer para enfim viver.

-"Por quê?"

(thatisnotadream): Porque essas palavras fora de ordem são as que fazem o maior sentido para mim.
Porque olhares enigmáticos são os mais decifráveis.
Porque o que eu não vejo, é o que eu mais acredito que existe.
Porque as minhas dúvidas, são as minhas únicas certezas.
Porque não conheço a mim mesma.
Porque o simples é o único complexo.
Porque a distância é a coisa mais perto.
Porque todas as minhas dúvidas são iguais a zero.
Porque o nada é infinito.
Porque o que vejo é invisível.
Porque o futuro é um reflexo do que foi.
E o que foi é o que será.
 Talvez.


Porque essas palavras fora de ordem são as que fazem o maior sentido para mim.
Porque olhares enigmáticos são os mais decifráveis.
Porque o que eu não vejo, é o que eu mais acredito que existe.
Porque as minhas dúvidas, são as minhas únicas certezas.
Porque não conheço a mim mesma.
Porque o simples é o único complexo.
Porque a distância é a coisa mais perto.
Porque todas as minhas dúvidas são iguais a zero.
Porque o nada é infinito.
Porque o que vejo é invisível.
Porque o futuro é um reflexo do que foi.
E o que foi é o que será.
 Talvez.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

"Explosões."


"Não tenho nada a ver com explosões”, diz um verso de Sylvia Plath. Eu li como se tivesse sido escrito por mim. Também não faço muito barulho, ainda que seja no silêncio que nos arrebentamos.
Tampouco tenho a ver com o espaço sideral, com galáxias ou mesmo com estrelas. Preciso estar firmemente pousada sobre algo — ou alguém. Abraços me seguram. E eu me agarro. Tenho medo da falta de gravidade: solta demais me perco, não vôo senão em sonhos.
Não tenho nada a ver com o mato, com o meio da selva, com raízes que brotam do chão e me fazem tropeçar, cair com o rosto sobre folhas e gravetos feito uma fugitiva dos contos de fada, a saia rasgando pelo caminho, a sensação de ser perseguida. Não tenho nada a ver com cipós, troncos, ruídos que não sei de onde vêm e o que me dizem. Não me sinto à vontade onde o sol tem dificuldade de entrar. Prefiro praia, campo aberto, horizonte, espaço pra correr em linha reta. Ou para permanecer sem susto.
Não tenho nada a ver com boate, com o som alto impedindo a voz, com a sensualidade comprada em shopping, com o ajuntamento que é pura distância, as horas mortas desgastando o rosto, a falsa alegria dos ausentes de si mesmos.
Não tenho nada a ver com o que é dos outros, sejam roupas, gostos, opiniões ou irmãos, não me escalo para histórias que não são minhas, não me envolvo com o que não me envolve, não tomo emprestado nem me empresto. Se é caso sério eu me dôo, se é bobagem eu me abstenho, tenho vida própria e suficiente pra lidar, sobra pouco de mim para intromissões no que me é ainda mais estranho do que eu mesma.
Não tenho nada a ver com cenas de comerciais de TV, sou um filme sueco, uma comédia britânica, um erro de adaptação, um personagem que esquece a fala, nada possuo de floral ou carnaval, não aprendi a ser festiva, sou apenas fácil.
Não tenho nada a ver com igrejas, rezas e penitências, são raros os padres com firmeza no tom, é sempre uma fragilidade oral, um pedido de desculpas em nome de todos, frases que só parecem ter vogais, nosso sentimento de culpa recolhido como um dízimo. Nada tenho a ver com não gostar de mim. Me aceito impura, me gosto com pecados, e há muito me perdoei.
Não tenho nada a ver com galáxia, mato, boate, a vida dos outros, os comerciais de TV e igrejas. Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto.
Minto, tenho tudo a ver com explosões."

By.: Martha Medeiros.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Geração Coca-cola.



Geração Coca-Cola - e agora, com vodka.
Mal sabia Renato Russo que, as coisas ainda poderiam piorar.
Vira e mexe algo hediondo estampa a capa de um jornal, e infelizmente, o rosto embaçado nunca é um erro na imagem, um jovem está envolvido no caso.  E então, o que fazer? Se bater não pode e colocar de castigo não adianta? Conversar, pra quê? O fone de ouvido deles sempre está alto demais para ouvir coisas desse tipo.
Quando aconteceu essa corrupção cerebral?  Até outro dia eles eram crianças, e não sabiam o significado da palavra estuprar.  E hoje sabem, como sabem.
Sinto vergonha de ser uma adolescente nos dias atuais. Sinto vergonha de ver jovens – alguns próximos até demais – se transformarem em algo que até onde eu me lembro, consideravam errado.
Não é preciso beber para se divertir, não é preciso beijar uma dezena de caras em uma noite para mostrar que é sexy, não é preciso matar a namorada para mostrar que a ama, não é preciso matar o cachorro de rua para mostrar que é valentão. Do que adianta o dez na escola, e o zero na vida? Está reprovado para sempre.
E sim, eles sabem o que fazem, eu sei, porque eles não saberiam? E parem de colocar a culpa no dinheiro, classe social não muda nada, só o andar no qual  a criança é jogada, ou o lugar em que o corpo é escondido.
O dinheiro faz aparecer e desaparecer, literalmente, não é mesmo?
Não quero impressionar ninguém, ou dar lição de moral. Até porque, meus anos ainda não me mostraram o suficiente para saber tudo de tudo.  O que eu sei é apenas o que eu não quero.

Retirado de: Depois dos quinze.
Por: Bruna Vieira.             
Beijos, J*.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Por trás da tela.





Não é anti-social, nem carência, nem doença. Ter amigos virtuais é apenas deslocar o carinho do real para o digital. Tem gente que não acredita, acha falsidade e baboseira. Eu já acho que é outro nível, apenas deslocando o plano, de troca de sentimentos e confissões. Um amigo virtual é como um amigo que se muda da sua cidade, e vocês passam a se comunicar pelo computador. Não é o maníaco do parque, mas é preciso prestar atenção com quem se conversa. E com um pouco de experiência em Internet, conseguimos distinguir quem é fake e quem não é. Por isso penso que a amizade virtual existe sim. É incrível como, quando você se conecta ao mundo virtual e deixa uma mensagem triste no twitter, ele aparece te respondendo. O sorriso é involuntário e correr pro MSN é inevitável. As horas passam, os desabafos são intensos e o reconforto revigora. Isso tudo com alguém que você nunca viu na vida, por isso falar de amizade virtual é muito subjetivo. Falta a liga da coerência, porque é aparentemente loucura confessar tudo e todos para alguém “desconhecido”. O mais incrível é que confiamos mais nele do que num colega de sala. É diferente, mas ainda assim é amizade. Ele não vai te ver chorando, mas vai saber o momento de te confortar. Você não o vê sorrir, mas sente quando provocou isso nele. Você não vai olhá-lo nos olhos, mas a imagem de exibição faz passar um filme em sua mente de como será que ele digita, como ele está vestido naquele momento. Você o procura e ele responde, ao contrário de certos seres da sua vida. Pois você vai chamar por todos, e apenas ele virá. A amizade virtual vem do coração, por mais que se duvide dela. Não são os “eu te amo” que confortam, e sim a troca de confissões e conselhos sinceros. E se você tem amigos virtuais, nunca se esqueça de dizer o quanto eles importam para você. Eu tenho amigos virtuais de anos. Por isso digo que existe. Carinho pode sim vir por som de teclas digitando através de monitores.


By.: Depois dos quinze.

sábado, 4 de setembro de 2010

Egocentrism.





Às vezes, as coisas mudam tão rápido, que só se dá pra sentir o vento delas ao passarem por você.
E continuar a mentir que está tudo bem, talvez não seja o melhor jeito de encarar isso. Talvez só piore ainda mais, e aumente essa cicatriz, que ainda está incompleta, e pode ser que não tenha uma data certa para ser concluída.
Mas também pode ser melhor - para quem está de fora - que só uma pessoa saiba, que só uma pessoa sinta, se perfure, mas não espalhe, nem transmita.
São nessas piores horas, que surgem os melhores textos. Porque dividir a dor, faz com que se sinta mais leve, mas não totalmente curada.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

See.

Simplesmente quis colocar em algum lugar.

"Os melhores sentimentos são os que não tem palavras para explicá-los."

~
~
"Ainda esperando pelo melhor dia da minha vida acontecer."

~

"Eu só quero você para me abraçar mais uma vez, porque a única coisa nesse mundo que me assusta é que eu nunca vou me sentir sempre segura de novo."

*Traduções feitas ao meu ponto de vista.

:*

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Inevitável.



E por um tempo, esqueço dos minutos se passando, enquanto mergulho nas minhas memórias com você.
A mistura de sentimentos passou a me consumir tanto, a ponto de a saudade se transformar em um completo mistério para mim.
A vontade de estar junto, ainda volta a ser mais intensa quando, apesar de estar cercada por todos os lados,
estar tão só.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

More.

Eu vejo mais além;
Consigo ler nas suas entrelinhas,decifrar seus pensamentos.
Suas frases sem sentido,me parecem como textos inteiros e claros,
compreendo cada vogal fora de ordem,sua
.
O quebra-cabeça que você faz,
sem demonstrar a verdadeira realidade do que está aí dentro.
Por mais que você seja a peça mais complexa, eu entendo seus códigos,
suas senhas e artimanhas. 
Existe um elo que eu não sei descrever,só consigo sentir.
E sei que sente o mesmo, que vê da mesma forma,
que faz isso só pra não mostrar o que sente, só pra não mostrar a verdade. 
Eu ainda não descobri o por que, mas não canso, nem desisto de tentar.
'Decifrar também se tornou parte da minha rotina, e sinceramente, eu adoro isso.'
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Ver mais além. Mais além de mim, mais além de você.