sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Geração Coca-cola.



Geração Coca-Cola - e agora, com vodka.
Mal sabia Renato Russo que, as coisas ainda poderiam piorar.
Vira e mexe algo hediondo estampa a capa de um jornal, e infelizmente, o rosto embaçado nunca é um erro na imagem, um jovem está envolvido no caso.  E então, o que fazer? Se bater não pode e colocar de castigo não adianta? Conversar, pra quê? O fone de ouvido deles sempre está alto demais para ouvir coisas desse tipo.
Quando aconteceu essa corrupção cerebral?  Até outro dia eles eram crianças, e não sabiam o significado da palavra estuprar.  E hoje sabem, como sabem.
Sinto vergonha de ser uma adolescente nos dias atuais. Sinto vergonha de ver jovens – alguns próximos até demais – se transformarem em algo que até onde eu me lembro, consideravam errado.
Não é preciso beber para se divertir, não é preciso beijar uma dezena de caras em uma noite para mostrar que é sexy, não é preciso matar a namorada para mostrar que a ama, não é preciso matar o cachorro de rua para mostrar que é valentão. Do que adianta o dez na escola, e o zero na vida? Está reprovado para sempre.
E sim, eles sabem o que fazem, eu sei, porque eles não saberiam? E parem de colocar a culpa no dinheiro, classe social não muda nada, só o andar no qual  a criança é jogada, ou o lugar em que o corpo é escondido.
O dinheiro faz aparecer e desaparecer, literalmente, não é mesmo?
Não quero impressionar ninguém, ou dar lição de moral. Até porque, meus anos ainda não me mostraram o suficiente para saber tudo de tudo.  O que eu sei é apenas o que eu não quero.

Retirado de: Depois dos quinze.
Por: Bruna Vieira.             
Beijos, J*.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Por trás da tela.





Não é anti-social, nem carência, nem doença. Ter amigos virtuais é apenas deslocar o carinho do real para o digital. Tem gente que não acredita, acha falsidade e baboseira. Eu já acho que é outro nível, apenas deslocando o plano, de troca de sentimentos e confissões. Um amigo virtual é como um amigo que se muda da sua cidade, e vocês passam a se comunicar pelo computador. Não é o maníaco do parque, mas é preciso prestar atenção com quem se conversa. E com um pouco de experiência em Internet, conseguimos distinguir quem é fake e quem não é. Por isso penso que a amizade virtual existe sim. É incrível como, quando você se conecta ao mundo virtual e deixa uma mensagem triste no twitter, ele aparece te respondendo. O sorriso é involuntário e correr pro MSN é inevitável. As horas passam, os desabafos são intensos e o reconforto revigora. Isso tudo com alguém que você nunca viu na vida, por isso falar de amizade virtual é muito subjetivo. Falta a liga da coerência, porque é aparentemente loucura confessar tudo e todos para alguém “desconhecido”. O mais incrível é que confiamos mais nele do que num colega de sala. É diferente, mas ainda assim é amizade. Ele não vai te ver chorando, mas vai saber o momento de te confortar. Você não o vê sorrir, mas sente quando provocou isso nele. Você não vai olhá-lo nos olhos, mas a imagem de exibição faz passar um filme em sua mente de como será que ele digita, como ele está vestido naquele momento. Você o procura e ele responde, ao contrário de certos seres da sua vida. Pois você vai chamar por todos, e apenas ele virá. A amizade virtual vem do coração, por mais que se duvide dela. Não são os “eu te amo” que confortam, e sim a troca de confissões e conselhos sinceros. E se você tem amigos virtuais, nunca se esqueça de dizer o quanto eles importam para você. Eu tenho amigos virtuais de anos. Por isso digo que existe. Carinho pode sim vir por som de teclas digitando através de monitores.


By.: Depois dos quinze.

sábado, 4 de setembro de 2010

Egocentrism.





Às vezes, as coisas mudam tão rápido, que só se dá pra sentir o vento delas ao passarem por você.
E continuar a mentir que está tudo bem, talvez não seja o melhor jeito de encarar isso. Talvez só piore ainda mais, e aumente essa cicatriz, que ainda está incompleta, e pode ser que não tenha uma data certa para ser concluída.
Mas também pode ser melhor - para quem está de fora - que só uma pessoa saiba, que só uma pessoa sinta, se perfure, mas não espalhe, nem transmita.
São nessas piores horas, que surgem os melhores textos. Porque dividir a dor, faz com que se sinta mais leve, mas não totalmente curada.